Morph, conceito da Nokia baseado em nanotecnologia

Para quem não viu, a Nokia lançou no ano passado esse celular conceito baseado em nanotecnologia, o Morph. É um projeto realmente inovador e ambicioso que vale a pena conhecer.

Morph, o celular da nova geração desenvolvido a partir de nanotecnologia

Durante a exposição “Design and the Elastic Mind” do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), no ano passado, a Nokia revelou esse projeto conhecido como Morph que está desenvolvendo em parceria com o Cambridge Nanoscience Centre do Reino Unido.

O Morph mostra diversas implementações que os celulares irão adquirir graças a nanotecnologia, dentre elas:

  • aparelhos flexíveis
  • aparelhos maleáveis
  • mudança de formato do aparelho (forma de carta, dobrado, pulseira)
  • possuir transparência (o que já existe de uma forma bem rústica hoje em dia)
  • ser auto-recarregável
  • superfícies auto-limpantes

Difícil de imaginar né? No vídeo abaixo podemos entender melhor o quão inovador é este celular conceito da Nokia:

Fonte: Morph, o celular da nova geração desenvolvido a partir de nanotecnologia

O processo de design e inovação

No YouTube existe muita coisa que não deve ser levado em consideração mas você também pode encontrar vídeos bem valiosos, como o Inside IDEO onde podemos ver como o Deep Dive, nome do processo de inovação do pessoal da IDEO, funciona.

Em 1999 (sim é velho mas ao mesmo tempo muito atual) o programa Nightline falou sobre a IDEO, empresa que desenvolveu o design de diversas coisas que usamos no nosso dia-a-dia, como a escova de dentes com aquela borrachinha para segurar até coisas gigantes para os filmes como a baleia para o filme Free Willy.

Nesta série de 3 vídeos, podemos ver como funciona (ou funcionava) o processo de brainstorm, prototipagem e até mesmo a estrutura organizacional de uma das empresas mais inovadoras do mundo.

Primeira Conferência de Design de Interação da América do Sul

Logo do grupoO IXDA Brasil (Associação de Design de Interação) promoverá nos dias 27 e 28 de Novembro, em São Paulo, a primeira Conferência de Design de Interação da América do Sul, o Interaction 2009 | South America.

O evento pretende apresentar e discutir as principais linhas de pesquisa na área do design de interação (o que é?); promover o network entre profissionais da comunidade, apresentando e promovendo a disciplina nos mais variados círculos de conhecimento: design, ciências da computação, arquitetura, indicando que a interdisciplinaridade e a pluralidade de visões são a nossa forma de atuar.

A finalidade do evento é incentivar e colaborar com a educação de design de interação na América Latina, por isso conta com o apoio de diversas instituições de ensino superior, promovendo maior visibilidade para os profissionais que atuam no desenvolvimento de soluções interativas.

Palestrantes confirmados:

  • Sidney Fels (Director of the Media and Graphics Interdisciplinary Centre (MAGIC), University of British Columbia)
  • Giselle Beigelman
  • Antonio Carlos Figueira de Mello (Superlimão)

Idéias no verso do guardanapo

“O desenho é uma ferramenta para a solução de problemas nos negócios”, afirma Dan Roam, consultor visual da Digital Roam, empresa fundada por ele mesmo. “Devemos nos tornar mais visuais e menos dependentes da linguagem discursiva.” Foi o que o consultor fez em 1990 quando, sem saber russo, abriu um escritório de design em Moscou onde comunicava-se basicamente por desenhos.

The Back of the Napkin: Solving Problems and Selling Ideas with Pictures, que em português seria “O verso do guardanapo: solucionando problemas e vendendo ideias com desenhos”,  é o nome do livro escrito por Dan que já chegou à lista dos livros de negócios mais vendidos na Amazon.

Capa do livro

“Quase sempre as ideias de negócios que geram mais entusiasmo são tão simples que podem ser desenhadas num guardanapo”, diz o consultor americano Carmine Gallo. Os desenhos tornaram-se rotineiros nas reuniões de empresas de tecnologia, como Microsoft e Infosys. Eles servem para simplificar a explanação de qualquer coisa.

Comumente Dan é procurado por gerentes e diretores de grandes empresas, “estávamos lutando para nos comunicarmos internamente sem ruídos”, disse o CEO da Infosys, Stephen Pratt. Entre os fãs do consultor estão Chris Liddell, vice-presidente financeiro da Microsoft, e Andy Ruben, diretor de estratégia de marcas do Wal-Mart.

O consultor afirma também que a pessoa não precisa ser uma excelente desenhista para se comunicar por imagens. “A questão é apresentar de modo claro as ideias que passam em nossa cabeça”, afirma. Então, que tal começar a treinar num simples guardanapo de papel?

Fonte: Revista Época Negócios -  Idéias para o Futuro  /  Negócios  - 30/04/2009