Sistema de localização no celular não precisa de satélites

Quem possui celular ou algum outro aparelho com um chip GPS, pode se localizar através de sinais vindos diretamente de satélites que estão na órbita do planeta. O problema é que esses sinais são facilmente bloqueados por paredes ou árvores.

Os fundadores da Skyhook Wireless descobriram uma alternativa para essa forma de localização através das conexões Wi-fi e das torres de celular espalhadas pelas cidades.

O sinal wi-fi tem um alcance máximo de algumas centenas de metros, então, caso você tenha um mapa das redes de wi-fi da área onde você está, você pode usar esses sinais para identificar a localização do aparelho celular.

E foi exatamente o que eles fizeram, construíram este mapa de redes de wi-fi e torres de celular (que possuem um sinal muito mais poderoso), que já possui mais de 100 milhões de redes wi-fi e 700.000 torres de celular em seu banco de dados. Veja na figura abaixo o total de redes identificadas no centro de Nova York, em apenas 1 dia.

redes_wifi

A tecnologia da Skyhook checa a lista de redes wi-fi e de torres de celular que estão por perto junto à sua base de dados e triangula a posição do aparelho dentro de 10-20m. A companhia diz que não conecta nessas redes de wi-fi, apenas detecta sua presença.

Novas redes e novas torres que forem detectadas pelos aparelhos são automaticamente adicionadas a base de dados da Skyhook.

Essa tecnologia está presente hoje em dia em diversos aparelhos: em notebooks, celulares e inclusive nos iPhones, que por acaso possuem tanto um chip GPS quanto a 

tecnologia Skyhook. O interessante é que o iPhone calcula qual tecnologia de localização terá uma resposta mais eficiente e mais rápida no momento que algum serviço é requisitado.

Diversos aparelhos que estão chegando no mercado possuem wi-fi como o Nintendo DS, Sony PSP, netbooks e câmeras fotográficas; todos esses aparelhos poderiam vir com a tecnologia da Skyhook e mesmo não vindo, podem contribuir com a base de dados da empresa.

Fonte: Cellphone Locator System Needs No Satellite

The Power of Design – 2ª Fase: Brainstorming

Hoje, iremos continuar com a série de posts que falam sobre os 5 passos para desenvolver uma melhor experiência para o usuário desenvolvida pela IDEO. No post anterior, falamos sobre técnicas de observação e nesse falaremos sobre brainstorming.

Uma definição de brainstorm é:

Técnica de reunião coletiva de criação, que consiste em reunir pessoas de diferentes especialidades, para a discussão livre e descontraída, onde os participantes podem expor qualquer idéia, por mais absurda que pareça, sobre todos os aspectos relacionados à criação e ao desenvolvimento da campanha, sobre o produto, seu mercado, possibilidades, características, possíveis slogans, etc…

Já o brainstorm utilizado na IDEO é um pouquinho diferente, o brainstorm deles é uma sessão de geração de idéias que analisa os dados conseguidos através da observação das pessoas na fase anterior, onde cada sessão dura no máximo 1 hora.

Além disso, o brainstorm deles possui algumas regras estritas que ficam escritas na parede:

  • adie seu julgamento – não dispense idéia alguma;
  • melhore a idéia dos outros – sem “mas”, apenas “e”;
  • encoraje idéias loucas – incentive as idéias mais “fora da caixa” pois elas podem ser a chave para a solução;
  • prefira quantidade – procure gerar o máximo de novas idéias que forem possíveis. Em uma boa sessão, em torno de 100 idéias são geradas em 60 minutos;
  • seja visual – use marcadores coloridos para escrever em grandes post-its e cole-os na parede;
  • não perca o foco – mantenha sempre o foco da sessão;
  • uma conversa por vez – sem interrupções, sem disrespeito e sem grosserias.

Alguns outros links relacionados à brainstorm que são bem interessantes:

Segue a respectiva parte da matéria, retirada da revista:

Brainstorm segundo a IDEO

Fonte: Revista Business Week de maio de 2004

HI, a real interface humana

“Hi, real human interface” é um vídeo produzido por um grupo de designers de interação chamado Multitouch Barcelona que faz diversos trabalhos na área de interfaces multi-toque, procurando sempre desenvolver interfaces mais humanas.

Recentemente, o grupo explodiu na web ao lançar este vídeo satirizando o que seria a real interface humana, um vídeo realmente criativo, vale muito a pena dar uma olhada:

The Power of Design – 1ª Fase: Observação

Em 2004, a reportagem de capa da revista Business Week era: The Power of Design (o poder do design) falando sobre uma pequena firma que havia mudado o conceito de bom design criando experiências, não só produtos e que estava começando a mudar o conceito de inovação, a IDEO.

Na matéria havia uma parte muito interessante, a qual falava sobre os 5 passos para desenvolver uma melhor experiência para o usuário. Neste post vou falar sobre o primeiro passo: a observação.

Onde os psicólogos, antropólogos e sociólogos da IDEO se unem aos consumidores corporativos para entender a experiência do consumidor através das seguintes técnicas:

  • Shadowing – observar as pessoas enquanto usam os produtos, fazem compras, passeiam, conversam no telefone, usam o celular, etc.
  • Mapeamento Comportamental – fotografar pessoas dentro de um espaço como uma sala de espera em um hospital, durante dois ou três dias.
  • Jornada do Consumidor – monitorar todas as interações que o consumidor tem com um produto, serviço ou espaço.
  • Camera Journals – pedir aos consumidores para manter diários visuais de suas atividades e impressões relacionadas ao produto.
  • Entrevistas com usuários extremos – falar com pessoas que realmente sabem – ou não sabem nada – sobre o produto ou serviço e avaliar sua experiência ao utilizá-lo.
  • Unfocus Groups (Grupos sem foco) – Entrevistar um grupo de pessoas bem diversificado. Ex: para explorar idéias sobre sandálias, o pessoal da IDEO juntou um artista, um fisiculturista, um podólogo e uma pessoa que tinha fetiches por pés.

Segue a respectiva parte da matéria, retirada da revista:

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Fonte: Revista Business Week de maio de 2004