Nike+, a Nike mudou a forma de fazer exercícios

A história começa no dia 6 de junho de 2008, quando Veronica Noone colocou um pequeno sensor em seus tênis de corrida, apertou o play no seu iPod e começou a gravar cada passo que dava. A corrida foi pequena, apenas 1,67 milhas em 18 minutos mas era apenas o começo.

Desde esse dia, ela correu 95 vezes mais, um total de 283,8 milhas em 48 horas de corrida, queimando um total de 28.672 calorias. Seu peso diminuiu e sua saúde melhorou.

Veronica sabe tudo isso graças ao sensor que, desde aquele dia, passou a usar sempre que corria com o Nike+. Depois de cada corrida, ela sincronizava o seu iPod com o site do Nike+ onde podia ver uma representação gráfica do seu desempenho em uma simples linha verde.

Correr passou a ser muito mais divertido pra mim”, diz Noone. “Existe algo sobre ver o que você fez, como o seu ritmo muda ao subir e descer ladeiras, isso me motivou ainda mais.”

Noone agora corre 4 vezes na semana e está treinando para uma meia-maratona já pensando em correr uma maratona completa no final do ano. “Quando comecei, estava correndo menos e mais devagar. Mas agora posso ver o meu progresso, não tenho dúvidas quanto ao que fiz. A informação está toda lá em branco e verde.”

Noone agora faz parte dessa legião de pessoas que utilizam essas novas ferramentas e tecnologias para coletar facilmente informações sobre suas vidas, como o que comem, quanto dormem, etc. E elas não só coletam a informação como também a analisam para melhorar sua qualidade e expectativa de vida.

Todos nós podemos viver mais e melhor aplicando, em uma escala menor e pessoal, a mentalidade quantitativa que move o Google e o desenvolvimento da medicina. Chamam de “viver pelos números“, a habilidade de reunir e analisar a informaçao sobre si mesmo, criando um loop que pode ser usado para melhorar nossas vidas, em termos de saúde, hábitos e/ou performance.

Esse sistema criado pela Nike já atraiu mais de 1,2 milhões de corredores ao redor do mundo, criando então a maior comunidade de corredores que já existiu. Mais de 130 milhões de milhas já foram monitoradas e mais de 13 bilhões de calorias foram queimadas.

Com um grupo tão grande, a Nike está descobrindo diversas coisas, como por exemplo:

  • no inverno, as pessoas dos Estados Unidos correm com mais frequência que as pessoas da Europa ou da África mas com uma distância menor
  • a duração média, mundial, de uma corrida é de 35 minutos
  • a música que os corredores mais ouvem para se motivarem é “Pump It” do Black Eyed Peas.

A empresa não teria conseguido toda essa informação, e adquirido tantos insights, se não tivesse recriado a maneira que os corredores entendem o seu esporte. A Nike criou muito mais que um produto de sucesso, ela mudou a maneira que milhões de pessoas vêem os exercícios físicos.

Fonte: Wired Magazine

Como pessoas pouco instruídas podem usar o celular?

O sistema Mobilglyph foi a resposta da empresa Adaptive Path para este problema. Afinal, salvar as informações de um contato no celular não é uma tarefa muito prática; os celulares não são otimizados para a inserção de texto.

A empresa foi até as regiões rurais da India, fazer pesquisas para um projeto de “alfabetização mobile”, onde descobriu que a tarefa de digitar e salvar as informações de um contato no celular era o maior desafio para os usuários analfabetos completarem.

Porém, este era um dos aspectos mais vantajosos em ter um celular, mais do que um aparelho para contactar facilmente amigos e família, a lista de contato do celular era essencial para sobrepor as dificuldades de infra-estrutura da região.

Como, nas regiões rurais da India, a informação não é centralizada através de um censo, de históricos médicos ou sequer uma lista de telefones regional, as pessoas guardam em seus celulares todo o tipo de informação sobre as outras pessoas, até mesmo o tipo sanguíneo para o caso de um acidente ocorrer e surgir a necessidade de transfusão de sangue de algum tipo específico.

Por isso, resolver o problema de “adicionar um contato” foi definido com o foco primário do projeto e foi aí que nasceu o sistema MobilGlyph.

Depois de muita pesquisa e estudo, a melhor solução para este problema foi utilizar o QR Code, que é um código de barras em 2D, uma matriz ou código de barras bi-dimensional que comporta até 4.296 caracteres alfanuméricos. Abaixo vocês podem ver um vídeo que mostra um exemplo de uso do MobilGlyph e porque ele fará diferença para as pessoas analfabetas.

Fonte: MobilGlyph: Making Data Tangible

iPhone facilitando a vida dos diabéticos

No evento passado da Apple, onde foi lançada a versão 3.0 do sistema operacional do iPhone, houve uma apresentação de um medidor de glicose que facilitaria muito a vida de quem é diabético.

Iphone Diabetes

Esse aplicativo permite que uma pessoa diabética possa entrar com todas as suas medições de glicose do dia (pode ser de forma automática ligando o aparelho medidor direto no iPhone), para depois gerar gráficos e tabelas, permitindo que a pessoa veja seu histórico. Além disso, também sugere o quanto de insulina o usuário deve tomar através de cálculos de quantas calorias a pessoa ingeriu na refeição e do resultado da medicação de glicose.

O aplicativo também possui uma tabela completa de calorias, onde o usuário pode calcular quantidade a ser consumida em sua próxima refeição ou lanche, para depois saber quanto de insulina será necessário tomar para compensar. Abaixo segue um vídeo da demonstração do aplicativo feita no evento:

Outro ponto interessante é que este aplicativo foi uma resposta da Apple a uma blogueira diabética que, há mais de 1 ano atrás, escreveu uma carta aberta para o Steve Jobs onde, em resumo, pedia para que ele, de alguma forma, contribuísse para a melhoria do design dos aparelhos da área médica.

Esta carta foi divulgada em diversos blogs famosos, o que gerou a visibilidade necessária para que ela chegasse até ao próprio Steve Jobs. Vimos nesse evento o resultado da carta da blogueira Amy Tendrich.

Fonte: “Jesus Phone 3.0″ touches diabetic blogger

Em Busca da Inovação

“Se você quer entender a razão sobre a falta de idéias inovadoras em algumas companhias, pense no homem que não consegue encontrar as chaves do seu carro.”

Ilustração de um homem procurando as chaves do carroO amigo dele lhe pergunta por que ele está procurando suas chaves embaixo do poste de luz quando ele deixou-as cair perto da grama. “Porque aqui está mais iluminado”, explica o homem.

Para muitas companhias, isso descreve suas buscas por novas idéias e também garante que elas não irão chegar a lugar algum tão cedo. Enquanto uma companhia deste tipo consegue melhorar cada vez mais o que ela já faz bem, ela perde nas possíveis descobertas – aqueles momentos onde um novo conceito brota, do nada, e muda o destino da empresa para sempre.

Na realidade, essas idéias não vêm realmente do nada. Geralmente elas estão na borda do radar de uma companhia, às vezes até um pouco além: tendências em indústrias periféricas, necessidades não supridas em mercados externos, atividades que não fazem parte do negócio principal da companhia.

Às vezes, para ser realmente inovadora, a empresa deve mudar suas referências ou estender seu campo de busca. Novas maneiras de pensar e de se organizar podem ser necessárias também.

Em outras palavras: ela deve procurar além do poste de luz.

Nada disso é facilmente posto em prática. Mas as companhias que têm exito podem reconhecer a próxima grande oportunidade ou ameaça eminente, antes que seus competidores o façam. E isso é importante nestes tempos econômicos tão inconstantes e com frequentes mudanças tecnológicas. Na verdade, de vez em quando, esse ponto no horizonte transforma-se em um tsunami.

O artigo ainda cita algumas formas práticas para fomentar a inovação: Build Scenarios, Spin The Web, Enlist Lead Users, Deep Dive, Probe and Learn, Mobilize the Staff, Cater To Entrepreneurs, Start A Conversation, Breed Diversity. Você pode ler um pouco mais sobre cada um no link abaixo.

Fonte: Wall Street Journal / MIT Sloan
Ilustração por Min Jae Hong