Como a 3M criou uma cultura de colaboração na empresa

Vários cases da 3M nasceram a partir da cultura de colaboração da empresa, como por exemplo, o produto “Filtek Supreme Plus”, lançado em 2002 e atualmente o composto líder de mercado para trabalhos de restauração.

O artigo da semana passada da BusinessWeek nos traz algumas dicas a partir da cultura de colaboração da 3M:

Apoie redes sociais. Construa redes sociais que ajudem os empregados que possuem algum problema a encontrar os que possuam a resposta. Apóie iniciativas de networking como a “3M’s Tech Forum”, um evento, organizado por empregados da empresa, onde palestras são ministradas para estimular o pensamento, além de servir para reunir cientistas de diferentes laboratórios e equipes em um mesmo ambiente.

Coloque a colaboração no seu sistema de avaliação de funcionários. Não recompense apenas os funcionários que desenvolvem uma tecnologia ou idéia inovadora, mas também os que as compartilham. Nenhuma empresa colhe os benefícios da colaboração se os seus funcionários ou gerentes estão guardando as inovações para que possam aparecer bem na próxima reunião com os dirigentes.

Encoraje a curiosidade. A 3M permite que seus funcionários passem 15% de seu tempo em projetos escolhidos pelos próprios funcionários, dando a eles a permissão de desenvolver idéias ou tecnologias que podem estar fora do foco de trabalho diário deles. Este tipo de política ajuda a aumentar a colaboração, pois o caminho da curiosidade geralmente leva os empregados a um lugar além do seu conhecimento, um lugar onde eles precisam do conselho e da ajuda de outras pessoas.

Crie um fundo para inovação. Gerentes de projetos ou de departamentos focam em projetos relacionados ao serviço principal da empresa, raramente investindo dinheiro para explorar ou desenvolver idéias inovadoras. Para atenuar esse obstáculo, as companhias devem criar uma fonte alternativa para que seus funcionários possam recorrer para financiar projetos inovadores que não se adequam aos departamentos da empresa.

Não subestime o valor da proximidade física. Quando a equipe de Post-it da 3M quis acelerar o desenvolvimento do produto, agrupou as equipes de marketing, financeiro e outras mais junto à equipe técnica dentro do mesmo prédio. Se as diferentes funções tiverem que ficar em diferentes filiais, pague por um serviço de transporte que permita o deslocamento dos funcionários entre os diferentes departamentos.

Projeto Sensor Fusion, mão robótica de alta velocidade

Pesquisadores da Universidade de Tokyo apresentaram, na Conferência Internacional de Robótica e Automação da IEEE deste ano, este vídeo do Projeto Sensor Fusion onde mostram uma mão robótica de altíssima velocidade.

A mão robótica é capaz de detectar e reagir a qualquer pressão em seus dedos além de calcular uma resposta em uma velocidade assombrosa. No vídeo abaixo podemos ver uma demonstração da sua capacidade:

Fonte: Boing Boing

Tela multi-touch portátil

A Hitachi lançou um conceito muito interessante: uma tela multi-touch grande e portátil, chamada “Portable Interactive Display”. Uma solução muito interessante para profissionais como designers, arquitetos e engenheiros levarem todos os seus projetos, em formato digital, e discutí-los em qualquer lugar.

Tela multi-touch portátil

O dispositivo é basicamente uma maleta que contém todos os componentes necessários para criar uma interface multi-toque de 150cm em qualquer superfície que seja grande e clara o suficiente.

O software do dispositivo está programado para receber imagens e desenhos em CAD (em breve objetos em 3D) e exibir na superfície. O conteúdo exibido pela maleta pode ser facilmente manipulado através de gestos naturais. Anotações e desenhos também podem ser feitos na interface.

É como o Microsoft Surface só que portátil. Segue um vídeo da apresentação do conceito:

Fonte: Yanko Design

Manifesto pela Inovação nas Empresas

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Senai e o Sebrae lançaram, em 19 de agosto, o “Manifesto pela Inovação nas Empresas” no qual apelam ao governo pela melhora da qualidade e do acesso à educação universitária e por maior apoio ao sistema de inovação nas empresas, além de estimulá-las a investir mais e melhor em inovação.

Foto do lançamento

“Nós, industriais brasileiros, firmamos um compromisso com a mudança”, diz o manifesto. “O objetivo é vencer o desafio, do qual dependerá a inserção, de forma mais dinâmica, de nosso país em uma nova economia global.”

“O mundo mudará de forma significativa nos próximos anos. As economias desenvolvidas voltam-se ainda mais para novos setores e tecnologias, com ênfase na sustentabilidade. E temos fortes competidores entre os países emergentes.”

O Manifesto reconhece que as empresas brasileiras avançaram em inovação.  “Inovamos mais que qualquer economia latino-americana, com as empresas respondendo por metade do gasto nacional com pesquisa. Mas são avanços insuficientes. Nosso desempenho é muito inferior ao das economias desenvolvidas. Ou superamos esse descompasso, ou corremos o risco de agravar o nosso atraso.”

“Nosso maior problema, nessa frente, continua a ser a baixa qualidade da educação”, diz o manifesto. “Poucos jovens chegam à universidade e os que chegam nem sempre têm a formação adequada.”

Inovação no Brasil

“Queremos que a política de inovação olhe para o futuro. E, mais que tudo, afirmamos nosso compromisso com a inovação em nossas empresas”, diz o manifesto.

As entidades elogiaram as ações de política pública do governo nos últimos anos, como os fundos setoriais e as leis que respaldam as empresas nos investimentos de inovação – Lei da Inovação.

Um plano de ação deve ser concluído até outubro pelas entidades que criaram o manifesto com metas setoriais de inovação e aumento de apoio governamental para a inovação. Além disso, o plano deve ter ampla participação do setor privado e ser transparente, segundo as entidades.

“Nossa mensagem é clara: a inovação é prioridade para a indústria” , esclarece o manifesto.

Fontes: Innovatio e Revista Sustentabilidade.
Foto: Miguel Ângelo – CNI. Gráfico pela ANPEI.