Quatro lições de inovação da metodologia da Y Combinator
O princípio do livro The Silver Lining é que os tempos difíceis dos dias de hoje são, na verdade, o momento ideal para inovação: a escassez trará disciplina, forçando inovadores a focar em suposições críticas e tomar decisões rapidamente.
Uma organização que está tentando viver esses princípios é a Y Combinator. Para os que nunca ouviram falar dela, é uma companhia fundada em 2005 por Paul Graham, quem vendeu uma startup em 1998 para o Yahoo! por $50 milhões.
Em alguns poucos anos, a Y Combinator já fundou mais de 150 startups de software e serviços web. Companhias web 2.0 bem conhecidas como Scribd, Xobni e Loopt são frutos da Y Combinator.
O objetivo da Y Combinator é dar uma pequena quantia de seed money para idéias promissoras (o investimento, em geral, costuma ser menos de $25.000) e hospeda essas startups por pouco tempo.
As startups conseguem o capital, um pouco de estratégia com a equipe da Y Combinator, acesso a uma robusta rede de contatos de potenciais investidores e a oportunidade de aprender com as outras empresas fundadas pela Y Combinator que, em retorno, ficam com uma fatia dos negócios.
Na essência, a Y Combinator está tentando desenvolver um processo de sistematização do investimento de estágio inicial através de investidores anjos. Nas palavras de Fred Wilson, “a Y Combinator é transformadora. O Paul dá dinheiro pra essas crianças mas também ensina uma metodologia e um sistema de valores.”
Existem quatro lições que os inovadores corporativos podem aprender com a Y Combinator:
- Você consegue fazer muito com pouco. É impressionante como corporações reclamam que faltam recursos financeiros adequados para inovação. Com softwares open-source, ferramentas de pesquisa de marketing online e a capacidade de criar protótipos virtuais, você consegue fazer muita coisa por $10.000. Falta de recursos financeiros raramente é um limitador para o projeto.
- Prazos curtos possibilitam o design “bom o suficiente”. Espera-se da maioria das companhias fundadas pela Y Combinator o lançamento de uma versão inicial da sua idéia em menos de três meses. Com um espaço de tempo tão curto, os empreendedores são forçados a introduzir o software “bom o bastante” para entrar no mercado. Esse método contrasta os esforços que muitas empresas têm para aperfeiçoar infinitamente suas idéias no laboratório, apenas para falhar no verdadeiro teste de ser exposto as reais condições do mercado.
- Planos de negócios são bons, mas não são necessários. A Y Combinator não se importam obsessivamente se os empreendedores possuem planos de negócios detalhados. O foco é levar algo para o mercado para gerar iterações e aprendizado. Afinal, se vocês está tentando criar um mercado, a maior parte do material do seu plano de negócios é baseado em suposições.
- Falhar é uma opção. Um dos benefícios da metodologia da Y Combinator é que força a tomada de decisões rápidas – se o time não consegue produzir um protótipo ou o protótipo se dá mal no mercado, o fim chega rápido. E como o investimento inicial foi baixo, fica fácil de “jogar fora” a idéia. Corporações que alegam falta de recursos geralmente possuem esses recursos atrelados a projetos errados. Dizer não não é algo ruim.
Uma questão em aberto é se a Y Combinator possui as habilidades para ter certeza de estar escolhendo os negócios certos. O melhor processo do mundo só irá funcionar, se os dados de entrada forem bons. Não obstante, corporações que buscam uma melhora na sua capacidade de inovar devem considerar seriamente os méritos do método da Y Combinator.
Post traduzido do blog Harvard Business.




É uma pena que não exista esse tipo de “incubadora” por estas
bandas =/