11 dicas para pensar como um designer
O autor do blog/livro Presentation Zen, Garr Reynolds, postou 11 dicas muito interessantes para quem quiser aprender a pensar como um designer. Ele acredita que isso pode ser proveitoso para qualquer um, independente de qual seja sua ocupação.
Segundo Reynolds, pensar como um designer nada tem a ver com tornar as coisas mais bonitas (apesar de ajudar muito nisso), visto que o tipo de raciocínio exigido pela exercício da profissão pode ser aplicado à diversas categorias de problema.
Seguem as dicas (traduzidas por Carlos Henrique Vilela):
1 – Aceite as limitações:
Limitações e restrições são fundamentais, porque nos levam à soluções mais criativas e engenhosas, que provavelmente nunca seriam criadas ou descobertas. A questão é: como resolver um determinado problema com os recursos e o tempo que você tem?
2 – Pratique a restrição:
Qualquer pessoa pode complicar e adicionar algo mais. É necessário, porém, ter muita disciplina mental e força de vontade, para fazer as escolhas mais difíceis sobre o que incluir e o que excluir. O genial está, geralmente, no que você omite ou deixa de fora.
3 – Tenha um pensamento de iniciante:
Como diz o velho ditado, na mente de um especialista há poucas possibilidades, mas, na mente de um iniciante, o mundo está escancarado. Os designers entendem a necessidade de correr riscos, especialmente durante o início da exploração do problema. Eles não tem medo de quebrar as convenções. Bons designers têm a mente aberta e estão confortáveis com a ambigüidade no início do processo. É assim que as descobertas devem ser feitas.
4 – Deixe seu ego de lado logo na entrada:
O que importa não é você, mas eles (seu público, pacientes, alunos, etc.). Olhe para o problema do ponto de vista deles – coloque-se no lugar deles. Isso não costuma ser fácil, porque exige uma quantidade enorme de empatia. Entre em contato com seu lado empático – uma habilidade pouco valorizada, mas que pode ser um diferencial enorme, além da chave para entender o problema verdadeiro.
5 – Foque na experiência do design:
O que importa não é a coisa em si, mas a experiência proporcionada por essa coisa. Tem muito a ver com a dica anterior – coloque-se no lugar deles. Como as pessoas interagem com a sua solução? Lembre-se de que a maior parte do design tem um componente emocional, e que este é, muitas vezes, o ingrediente mais importante – apesar dos usuários não saberem disso. Nunca seja negligente com o aspecto emocional das suas soluções.
6 – Torne-se um grande contador de estórias:
Geralmente não é só o design ou a solução para o problema o que importa, mas sim a estória ao redor. Qual o significado da solução? Pratique ilustrando o significado das suas soluções, tanto verbalmente como visualmente. Comece com o geral e vá se aproximando dos detalhes, retorne para se lembrar do tema ou do conceito central, e então volte de novo para iluminar melhor os detalhes.
7 – Pense em comunicação, não em decoração:
O Design – até mesmo gráfico – não é beleza. Não é estética, apesar desse ser um elemento importante. O design, sobretudo, auxilia a resolver problemas, ou, ao menos, a tornar a situação um pouco melhor do que antes. Design não é arte, apesar de haver arte no design.
8 – Tenha obsessão por ideias, não por ferramentas:
Ferramentas são importantes e necessárias, mas elas vão e vem com o advento de outras. Seja obcecado, portanto, por ideias. Apesar da maioria das ferramentas serem efêmeras, algumas das melhores delas são um lápis e um pedaço de papel. Essas são, provavelmente, as mais úteis – em especial no estágio do pensamento – pois são as mais diretas. Um bom conselho é ser análogo no início, com as ferramentas mais simples possíveis.
9 – Clarifique a sua intenção:
Design tem a ver com escolhas e intenções, não é nada acidental. O Design é um processo, e é provável que o usuário final não perceba sua existência. Aos olhos desses, é algo que simplesmente funciona, isso supondo que pensam sobre tudo isso. A facilidade de uso (ou de entendimento) não é acidental, é resultado de escolhas e de decisões cuidadosas.
10 – Aprimore sua visão e curiosidade e aprenda com as lições ao seu redor:
Bons designers são habilidosos em notar e observar. Eles são capazes de ver tanto a imagem mais ampla como os detalhes do mundo ao redor. Os humanos sempre buscam padrões naturais, portanto esteja atento ao que você e os outros buscam. O design é um modelo mental; você é criativo, prático, racional, analítico e passional: alimente essas aptidões.
11 – Aprenda todas as regras e saiba quando e porque quebrá-las:
Ao longo dos séculos, aqueles que vieram antes de nós estabeleceram diretrizes úteis e necessárias – geralmente chamadas de regras ou leis. Por mais que seja importante conhecê-las, algumas podem e devem ser quebradas de vez em quando, muito embora se faça necessário saber o porquê.



Gostei muito do post! Essas dicas apontam uma série de práticas q
realmente podem ajudar a estimular a criatividade na concepção de
projetos e na obtenção de melhores resultados.
Muito bom o post! Vou indicar a leitura ao pessoal da minha turma,
pois acredito que vá contribuir na formação deles como designers.